Hoje Eu Quero é Solidão – Ou Não…

Outro dia publiquei um texto no NossaVia demonstrando como o ser humano é um bicho socialmente dependente.

A onda da Web 2.0 explora justamente essa característica: sociabilidade. Todos os serviços novos para web tentam de alguma forma aplicar conceitos sociais. Redes sociais, mídias sociais, tudo precisa ser social. Não é a toa, já que os sites mais acessados hoje são Orkut, Twitter, Facebook e afins.

Contudo, vejo essa comunidade online crescer de forma acelerada, mas cada vez mais forçada. Forçada sim, como se fosse necessário todos os dias, todas as horas estar chamando a atenção da comunidade. Se um blogueiro como eu passa alguns dias offline, a impressão é que você se afastou muito do grupo. Bate até um peso na consciência. Ficar no MSN ou no Gtalk sem conversar com ninguém é uma “heresia 2.0”.

donotdisturb

Me deixa aqui, pô!

Uma comunidade, uma tribo, um grupo social deve nascer e crescer a partir de ideias e interesses comuns, ou no mínimo de uma história em comum. Ela não deve existir simplesmente porque é legal ser social. Podem me chamar de chato, velho, mas um blogueiro não vai passar a ser meu amigo só porque ele é blogueiro. Também não quero que o Orkut inteiro me adicione e que todos comecem a me pingar no MSN. O homem é um bicho social sim, mas esqueci de dizer uma coisa: ele também precisa de momentos de solidão.

Voltando o foco para a web, o ponto é que não aguento mais ver novos serviços em torno do social. Aliás, ultimamente, até serviços que não tem essa finalidade usam o “social” no nome para tentarem ser aceitos e bem recebidos.

O problema é que, quando você está na rede, você está ligado, conectado a outras milhões de pessoas. Impossível não ser visto. O jeito é desligar a CPU, pegar um pote de sorvete e ir para frente da TV.

4 comentários

  1. Lucia Freitas

    tá certo. eu sou uma joaninha lerda, que parou de ler os feeds. ARRE! Tem uma onda marketeira na conversa, né? E a grande invasão na internet. Aumento de computadores, uso de banda larga, cybercafes e por aí vai… isso acaba em pressão nos publicitários que vão onde o povo está.
    e olha, é bem pior: um primo meu, off-line total e profissional de tv, confessou “eu chego em casa e vou pro computador. Nem ligo a tv”… isso explica?
    bj

  2. myla

    os dois espaços são importantes, claro, e têm seu tempo e sua freqüência. além disso, vc tocou numa questão importante: essa coisa do social anda meio inflada na web – e ainda deve d inflar mais. mas isso é o eterno movimento do pêndulo, q oscila, oscila dentro do novo até apurar o q fica e se desenvolve – e o que passa.

    nessa pós-modernidade dos “ismos”, it’s up to you.

    eu nunca entrei no orkut, não tenho facebook, nem myspace e sou da época qdo ainda existia icq. msn, tenho conta, mas só entro se alguém conhecido quer me enviar um arquivo pesado d q preciso. fora isso, nem acesso. yahoo messenger e afins, desconheço. uso mesmo é o gtalk, d vez em quando, e tenho flickr: amo foto. agora há pouco entrei no twitter a convite da Samantha. escuto rádio mas não assisto televisão há anos: só pra filmes e se rolar algum programa bom.

    bom, o legal de hoje é isso: são as diferentes mídias q a gente elege ou não como extensões do nosso próprio corpo. a gente (ainda) tem essa liberdade. 😉

    bjs

  3. Aninha

    Bom, estou nessa fase de “DND”.. nada de MSN, orkut só quando algum amigo importante deixa um scrap e olhe lá!! parece que ngm mais tem o que fazer e aí ficam te “pingando”!! Aliás.. não poderia deixar de comentar.. IBMês rules!!
    Bjinhos

  4. Rose

    É isso aí. Concordo totalmente com você. Tem horas que é preciso um pouco de silêncio e “afastamento voluntário”. Caso contrário, estamos a um passo do enlouquecimento geral com tanta informação.
    um fim de semana de paz pra vc 😉

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