O Mouse, O Infravermelho e a Solução Bélica

Post escrito por Rubens Monteiro Jr., estudante de Engenharia Aeroespacial, “Padrinho Digital” da Caixa na área de simulação, autor convidado do Oito Passos para a cobertura do Campus Party.

Mais um dia amanhece na Campus Party! Mais um dia para apresentar o que existe de novo e, porque não, nem tão novo, mas bastante funcional por aqui: Conseguir sincronizar os movimentos da cabeça, ou dos olhos, com as imagens visualizadas na tela de um computador não é ideia nova. Aliás existe desde os tempos do mouse. O caminho para a solução, passou, como não havia de ser diferente, pelo já citado no post anterior DOD – Department of Defense, USA – :

A então nova geração da aviônica norte-americana, embarcada pelos aviões de quarta-geração, praticamente aposentou os antigos instrumentos analógicos e consolidaram a utilização de displays LCD multifuncionais, assim como do HUD – Head up Device, que projeta informações cruciais do voo, num anteparo cristalino, logo à frente da cabeça do piloto, o que permite total atenção à batalha, sem necessidade de olhar para o painel do avião para visualização destas.

O passo seguinte associava-se a conseguir manter tais informações sempre visíveis ao piloto, não só quando este olhasse para frente. Pois então, criou o HMD – Head Monted Display – que projeta as informações num visor no capacete do piloto. A questão a seguir era: Como conseguir determinar a posição para a qual a cabeça do piloto olhava, para projetar a informação correta sobre o terreno, e possíveis alvos locais?

E, Eureka meus caros: O DOD criara um sistema capaz de, em tempo real, detectar a posição da cabeça do piloto e projetar a informação correta. E, o tradicional mas insubstituível, MAS COMO?! A solução foi determinar a posição da cabeça a partir de emissores infravermelhos no painel do avião e anteparos refletivos localizados no capacete do piloto. Tal qual num sonar – isso, morcegos – a diferença de caminho óptico permite determinar a posição do “olhar” do piloto.

E é nesse momento que a mágica acontece: Tais dispositivos estão disponíveis, comercialmente, hoje, e permitem que o movimento de sua cabeça seja reconhecido pelo computador, que o acompanha. O dispositivo presente aqui na CP – Simulação – é o TrackIR – utilizado tanto no FSX como no IL2. Parte do dispositivo é presa ao monitor – emissor de Infravermelho – e outra parte é colocada num boné – que faz o mesmo papel do capacete do piloto. E, assim, você pode aumentar o grau de realidade do simulador, ao olhar para o lado e notar que o movimento é acompanhado pelo seu “eu” virtual!

Vale a pena checar este vídeo, de Jonnhy Chung Lee, da Carnegie Mellon University, que exemplifica a metodologia do processo! É melhor entender a idéia e se acostumar com ela! O HeadTracker, muito provavelmente, substituíra seu querido e inseparável mouse em muitas de suas funções!

O Mouse, O Infravermelho e a Solução Bélica
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