Quanto a responsabilidade dos blogs

“Os Brasileiros estão descobrindo os blogs” – disse Manoel Netto no artigo que originou este. Na verdade, os brasileiros estão redescobrindo os blogs.

O maior problema é que em um primeiro momento, eles estouraram de uma forma diferente, como diários virtuais. Com Fotologs e afins, milhares de adolescentes aproveitaram a facilidade da ferramenta para usá-lo como mural de lamentações.

Leia: Blogs estão ‘matando’ diários tradicionais, diz estudo

Contudo, em tempos de Web 2.0, se tornaram um meio de comunicação eficiente.

blog responsavelA mídia tradicional mantém seus portais de notícias inalterados há anos. Sites como a Folha ou Estadão ainda são uma versão online do jornal impresso.

De alguma forma esses sites resistem às mudanças e inovações da Web e insistem em chamar os blogs de “diários online”.

Leia: Blogs completam dez anos de existência

Em papo online com meu amigo Fugita, ele me disse que conhece alguns editores de sites como IDGNow que, apesar de terem a noção e perspectiva do são os blogs atualmente, mesmo assim continuam usando o termo em seus artigos. O motivo? Boa pergunta.

O conceito pegou, e é difícil sair.

Mas essa nova geração de “blogs 2.0” (só por falta de um nome melhor), está tentando mudar isso. Os diários continuarão existindo, mas em paralelo temos blogs com responsabilidade, informação e conteúdo de qualidade.

As vantagens de blogs sobre sites comuns são óbvias, menos aos olhos conservadores da mídia:

  • Interação com o leitor/usuário;
  • Oportunidade de começar um diálogo;
  • Possibilidade de expor opiniões;
  • Maior flexibilidade e proximidade com o leitor;

Só para citar alguns.

Sobre a responsabilidade

“Estudo revela que blogueiros e donos de comunidades têm elevado poder de disseminar informações, promover ou prejudicar a imagem de produtos e empresas.”

Leia: Opinião de blogueiros vale mais, diz estudo

Isso acontece justamente pela proximidade do blogueiro com o seu público alvo.

Isso só aumenta a responsabilidade de um blogueiro.

Como exemplo, podemos usar o artigo do Manoel Netto sobre a campanha “Bloqueio não!” da operadora Oi. Lá, ele chama a atenção de todos revelando que a campanha pró-desbloqueio de celulares da operadora não é simplesmente uma boa ação. A empresa tem grandes interesse no desbloqueio, já que irá parar de vender celulares e concentrar esforços na venda de chips.

Mesmo com referências e links mostrando seus argumentos, foi questionado sobre a veracidade dos fatos.

O internauta chamado Cesar o acusou de ser irresponsável pelas acusações, uma vez que ligou para a operadora e ‘confirmou’ que o texto não condizia com a realidade. No entanto, Cesar não se identificou, não deixou links e nem provas sobre o que disse.

Mas confiam na mídia…

Textos em portais como o do G1, Terra, e outros, publicam seus textos sem links, sem referências e sem fontes. É interessante pensar então no porquê de acreditarmos no que nos dizem.

O cenário está mudando

Com ferramentas auxiliares, o cenário está mudando.

Blogs sérios começam a ter apoio. Blogblogs, Rec6, BlogCamp e outros que estão por vir. Todos dedicados e/ou focados na blogosfera.

Parcerias da Microsoft com blogs brazucas por exemplo mostram isso.

O que precisamos fazer é, assim como já fizeram no exterior, acabar com o preconceito. Para isso, não há outra saída a não ser fomentar credibilidade, responsabilidade e ética nos blogs.

PS: Este artigo é continuação de uma Tag, iniciada pelo Ricardo Cabianca. Ele e o Manoel Netto me convidaram e agora, como de costume, passo a bola para:

[tags]blogs, blogosfera, credibilidade, responsabilidade, web 2.0[/tags]

Quanto a responsabilidade dos blogs
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3 Comments

  1. Manoel Netto 25/07/2007
  2. Adriano 26/07/2007
  3. Enoch 26/07/2007

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